Tal Pai, Tal Mãe é uma comédia sobre um divórcio, mas nenhum elemento do casal quer ficar com os filhos, de tal modo que o efeito cómico não exclui um certo realismo social - como encontraram o equilíbrio entre esses fatores?.Acontece que eu e Marina Foïs (que interpreta a minha mulher) integrámos o trabalho de preparação do argumento quase um ano e meio antes de começar a rodagem. Gostamos das comédias que se desenvolvem a partir de uma situação real, não se esgotando na acumulação de gags. Daí que a história tenha um certo tempo de construção, uma boa meia hora para conhecermos aquele casal antes de se introduzir o elemento cómico. E como o pai e a mãe não são muito simpáticos com os filhos, esse tempo era necessário para que o próprio humor fosse bem recebido. Além do mais, Martin Bourboulon, o realizador, queria fazer uma espécie de comédia romântica disfarçada - e seguimos de bom grado essa opção..Os filhos não são caricaturas, mas personagens de corpo inteiro. Como decorreu o trabalho com os atores mais novos?.Foi simples porque eles gostavam da história, achavam muita graça às situações. Além do mais, não os tratámos como miúdos a quem estávamos a dar conselhos... Comportá-mo-nos todos como verdadeiros companheiros de trabalho..Leia mais pormenores na edição impressa ou no e-paper do DN