"Não sou snob, tanto gosto de uma comédia como de um filme de autor"

Como protagonista de<em> Tal Pai, Tal Mãe</em>, Laurent Lafitte encontrou um registo de comédia que não é estranho a um certo realismo social. Na semana de estreia do filme em Portugal, o DN falou com um dos atores do momento em França
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Tal Pai, Tal Mãe é uma comédia sobre um divórcio, mas nenhum elemento do casal quer ficar com os filhos, de tal modo que o efeito cómico não exclui um certo realismo social - como encontraram o equilíbrio entre esses fatores?

Acontece que eu e Marina Foïs (que interpreta a minha mulher) integrámos o trabalho de preparação do argumento quase um ano e meio antes de começar a rodagem. Gostamos das comédias que se desenvolvem a partir de uma situação real, não se esgotando na acumulação de gags. Daí que a história tenha um certo tempo de construção, uma boa meia hora para conhecermos aquele casal antes de se introduzir o elemento cómico. E como o pai e a mãe não são muito simpáticos com os filhos, esse tempo era necessário para que o próprio humor fosse bem recebido. Além do mais, Martin Bourboulon, o realizador, queria fazer uma espécie de comédia romântica disfarçada - e seguimos de bom grado essa opção.

Os filhos não são caricaturas, mas personagens de corpo inteiro. Como decorreu o trabalho com os atores mais novos?

Foi simples porque eles gostavam da história, achavam muita graça às situações. Além do mais, não os tratámos como miúdos a quem estávamos a dar conselhos... Comportá-mo-nos todos como verdadeiros companheiros de trabalho.

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